quarta-feira, 17 de março de 2010

Comissão das Relações Exteriores boicota Política Externa Brasileira

O presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB) decidiu suspender todos os processos de nomeação de embaixadores brasileiros até que o chanceler Celso Amorim retorne ao Brasil e dê explicações formais à Comissão a respeito da Política Externa do governo. Essa foi uma decisão partidária, tomada pelo PSDB: "o gesto dos tucanos foi uma resposta ao que chamam de 'trapalhadas' do governo federal no campo diplomático. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o partido 'rompeu com a política externa brasileira' em consequência de erros cometidos pelo Executivo (...) Virgílio citou exemplos do que classifica de 'trapalhadas' do Executivo em política externa, como a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não visitar o túmulo do fundador do sionismo, Theodor Herzl".

O partido demonstrou irritação em continuar o processo de nomeação de cargos para o MRE durante o momento atual da diplomacia brasileira sem que haja ao menos uma discussão sobre os nomes. De acordo com Arthur Virgílio, "uma comissão relevante como a Comissão de Relações Exteriores, a ideia que o Executivo faz dela é de que ela está ali para chancelar acordos internacionais, para aprovar no senta e levanta nome de embaixadores. O embaixador sempre é amigo de alguém, nós sempre somos amigos de um outro embaixador. Ou seja, no fundo, fundo termina funcionando a Comissão de Relações Exteriores como se fosse um clube".

*Fonte: Folha Online - 17/03/2010

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